quarta-feira, 11 de abril de 2012

COMO FAZER UMA BOA REDAÇÃO



Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. No entanto, conhecer seu lado teórico é muito importante. Aqui você encontra um resumo desta teoria. Aplique-a em seu trabalho, mas não se esqueça: você precisará fazer a sua parte, isto é, escrever.
SIMPLICIDADE
Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas. Amarre as frases, organizando as idéias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.
CLAREZA
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas ideias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.
OBJETIVIDADE
Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso não repita ideias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar.
UNIDADE
Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da ideia.
COERÊNCIA
A coerência entre todas as partes de seu texto, é fator primordial para se escrever bem. É necessário que elas formem um todo. Para isso, é necessário estabelecer uma ordem para as ideias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as conseqüências.
FMU – DISCIPLINA: REDAÇÃO PUBLICITÁRIA – PROFª FABIA GOMES
DEZ DICAS RÁPIDAS PARA FAZER UMA BOA REDAÇÃO
1) Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.
2) Na dissertação, não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram dúvidas em seus argumentos.
3) Uma redação “brilhante”, mas que fuja totalmente ao tema proposto perde seu valor.
4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.
5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular.
6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos. Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.
7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem à argumentação deverá estar orientada.
8) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema, apresentada sob forma escrita, do que uma simples redação vista como um episódio circunstancial de escrita.
9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.
10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Resumo e Trechos realistas no conto "Umas Férias" de Machado de Assis


"Umas Férias"
Machado de Assis


O conto começa com a personagem José Martins, na escola  recebendo a  inesperada visita de um homem com aparências rústicas que ao  perceber é seu tio José, a quem chama de ‘’Zeca’’, que depois de conversar com o professor, faz com que ele acabe saindo mais cedo da escola. Os dois seguem até a escola de Felícia a irmã de José Martins,que conseqüentemente também acaba saindo mais cedo da escola.
Os irmãos que vão com o tio para casa  e estranham o comportamento do mesmo que parece estar triste e apreensivo, principalmente ao falar com as pessoas no caminho.Mas muito felizes e esperançosos acreditam que algo bom como uma festa de aniversário, ou alguma confraternização esta por acontecer,principalmente José Martins que não gosta de ir a escola e muito menos de estudar.
Mas ao chegar em casa se deparam com uma triste surpresa, o velório do próprio pai, que acaba de morrer.Se passa então a semana mais triste da vida deles, que ficam loucos para voltar pra escola...Na Segunda-Feira então quando retornam esquecem todos os problemas e voltam a sorrir.





Trechos Realistas:


‘’...-- Sr. José Martins, pode sair.
A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto. Tinha dez anos apenas,
gostava de folgar, não gostava de aprender. Um chamado de casa, o próprio tio, irmão
de meu pai, que chegara na véspera de Guaratiba, era naturalmente alguma festa,
passeio, qualquer cousa. Corri a buscar o chapéu, meti o livro de leitura no bolso e desci
as escadas da escola, um sobradinho da Rua do Senado. No corredor beijei a mão a tio
Zeca. Na rua fui andando ao pé dele, amiudando os passos, e levantando a cara. Ele não
me dizia nada, eu não me atrevia a nenhuma pergunta. Pouco depois chegávamos ao
colégio de minha irmã Felícia; disse-me que esperasse, entrou, subiu, desceram, e fomos os três a caminho de casa. A minha alegria agora era maior. Certamente havia festa em casa, pois que íamos os dous, ela e eu; íamos na frente, trocando as nossas perguntas e conjeturas.’’



O trecho a cima é um dos mais importantes e explicativos do conto, pois ele é quem da início a história, e a fantasia de José Martins e sua irmã Felícia de que eles estariam saindo mais cedo da escola para alguma festa.



‘’Não se tratava de um dia santo, com a sua folga e recreio, não era festa, não
eram as horas breves ou longas, para a gente desfiar em casa, arredada dos castigos da
escola. Que essa queda de um sonho tão bonito fizesse crescer a minha dor de filho não
é cousa que possa afirmar ou negar; melhor é calar. O pai ali estava defunto, sem pulos,
nem danças, nem risadas, nem bandas de música, cousas todas também defuntas. Se me
houvessem dito à saída da escola por que é que me iam lá buscar, é claro que a alegria
não houvera penetrado o coração, donde era agora expelida a punhadas.’’



Essa é a hora em que José Martins se depara com a triste situação de seu pai morto, então a ficha dele lentamente começa a cair e ele percebe que preferiria não ter saído da escola, e nem ficaria alegre se soubesse o verdadeiro motivo de sua saída.


‘’A missa do sétimo dia restituiu-me à rua; no sábado não fui a escola, fui à casa de meu padrinho, onde pude falar um pouco mais, e no domingo estive à porta da loja. Não era alegria completa. A total alegria foi segunda-feira, na escola. Entrei vestido de preto, fui mirado com curiosidade, mas tão outro ao pé dos meus condiscípulos, que me esqueceram as férias sem gosto, e achei uma grande alegria sem férias.’’


O último e mais importante trecho revela José Martins voltando a escola, e recuperando a sua alegria, e tentando esquecer as suas tristes férias.E é ele também que explica praticamente  toda a situação e até mesmo o título do conto.Por si só um dos mais realistas.


Esse vídeo aqui é bem legal, e da pra ter uma boa noção do conto:


Por :

Andreza  Luz
Amanda  Gomes
Beatriz Gomes
Guilherme Carvalho
Thamires Fernandes 

A página virada!





Esse vídeo é um pouco antigo já na internet e acho que muitos já viram. Mas achei interessante postar no blog, pois mostra como o ser humano pode ser criativo e surpreendente mesmo para fazer coisas simples, que no caso do vídeo é virar uma página de jornal. 



Enviado por: Bruno Araujo

terça-feira, 27 de março de 2012

Resumo do conto (Teoria do medalhão - Machado de Assis) e análise do realismo


Papéis avulsos
Resumo do conto (Teoria do medalhão) e análise do realismo
No conto à um diálogo familiar que acontece em uma noite às onze horas, após um jantar comemorativo dos 21 anos do filho. Quando pai e filho ficam a sós na sala, este aconselha o filho a se tornar um Medalhão, ou seja, um homem que ao chegar à velhice, tenha adquirido respeito e fama na sociedade do Rio de Janeiro do século XIX. Para tanto, será necessário que ele mude seus hábitos e costumes e passe a viver sob uma máscara, anulando os seus gostos pessoais e suas atitudes. E nisso disserta sobre a necessidade do filho de sempre manter-se neutro, usar e abusar de palavras sem sentido, conhecer pouco, ter vocabulário limitado etc.

“(...) A vida, Janjão, é uma enorme loteria; os prêmios são poucos, os malogrados inúmeros, e com os suspiros de uma geração é que se amassam as esperanças de outra. Isto é a vida; não há planger, nem imprecar, mas aceitar as coisas integralmente, com seus ônus e percalços, glórias e desdouros, e ir por diante.(...)”
Neste trecho fica clara a Veracidade que demonstra o que ocorre na sociedade sem ocultar ou distorcer os fatos.

“(...)- Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício.(...)”
Neste demonstra o retrato fiel do personagem,ou seja, caráter, aspectos negativos da natureza humana.

“(...) Faz-se uma lei, executa-se, não produz efeito, subsiste o mal.(...)”
Nesse trecho e possível observar uma denúncia das injustiças sociais mostra para todos a realidade dos fatos.

Trabalho de: Beatriz Souza Carvalho